14 de Dezembro de 2009

Do tempo

" Se pensas no tempo, é porque o tempo te armadilha. Se olhas para a frente é o muro que se aproxima depressa, tu sem travões, como todos nós sem travões, como se trava isto, como te suspendes para esperar por ele, querias tanto conseguir suspender-te para poderes de alguma maneira esperar por ele, sim porque alguma coisa dentro de ti te garante que um dia, um dia,um dia. " Rodrigo Guedes de Carvalho in " Canário".

11 de Dezembro de 2009

Versões improváveis ( 9 )

Desta vez a " versão improvável" é da próxima banda que irei ver ao vivo no próximo ano( isto se não existir um concerto interessante até Fevereiro) que canta uma canção de uma das bandas que mais desejo ver um concerto. " Take or leave it" dos The Strokes versionados pelos Artic Monkeys.


9 de Dezembro de 2009

Wooden Arms

Das canções que gravei, escolhi esta porque penso que está reunida todas as caracteristicas que fazem de Patrick Watson um grande artista: a sua simpatia genuina, versatalidade ( tanto está a arranjar a boina, como bebe algo, como de repente canta de forma fantástica) e, não convêm esquecer, grandes companheiros que fazem desta canção,ainda mais, enorme.

Podem ver mais videos aqui. Ainda faltam dois, podem sempre espreitar qualquer momento para ver se já actualizei, que isto de fazer uploads de vídeos ainda demora o seu tempo.

Já agora, podem ver o momento curioso que falei na canção " The Great Escape", mas com aquela particularidade que falei ( aos 45 segundos) e não se admirem do vídeo estar escuro. Porque, nessa canção todos estavamos às escuras, mas iluminados pelas suas palavras.




8 de Dezembro de 2009

Happy Birthday, Mr. Tom





Tom Waits : 60 anos de puro génio.

7 de Dezembro de 2009

Do concerto ( depois )

O concerto tinha terminado, a noite mágica estava no seu fim, no entanto ainda haveria uma surpresa, a possibilidade de estarmos à conversa com os restantes elementos da banda, pedindo-lhes que voltassem mais vezes ao Porto, o que eles, sempre simpáticos, se mostraram disponíveis.

Enquanto Patrick Watson se entretinha, rodeado de admiradores, a dar autógrafos e a tirar fotografias com a sua simplicidade
, e genuinidade, desarmante, sentado nas escadas do palco, os outros elementos da banda ainda tiveram tempo de me dar mais uma recordação numa noite recheada de muitas e boas recordações.


6 de Dezembro de 2009

Do concerto ( durante )

Sob o signo do lema “ o Porto já merece ter um Festival assim”, o Festival Pop Deluxe, acaba por ter um relativo êxito, mais pela actuação do cabeça de cartaz (penso que TODOS que lá estiveram foram pela actuação do canadiano) do que pelos outros nomes do Festival.

Foi como se fosse uma actuação de Patrick Watson, com duas bandas de primeira parte para aquecer os espíritos dos presentes q
ue, surpreendentemente, não encheram o Sá da Bandeira. Também a publicidade ao mesmo não foi a melhor, valendo até um desprezo ao mesmo pelos órgãos de comunicação social, como por exemplo, o “Blitz” que agora desde que passou a “Blitz” quando os concertos se realizam acima do Tejo, geralmente, esquecem-se de fazer reportagem. Como diria o outro, o Porto fica lá longe. Não faz mal, para o ano até vão ter o Red Bull Air Race e tudo.

A sala ainda estava vazia quando os The Invisible entraram, uma bateria, uma guitarra e um baixo, com um som a dever tanto aos Joy Division como aos TV on the Radio, mesclando um rock psicadélico instrumental com um ritmo dançante (se não estivéssemos sentados, poderíamos estar a dançar), num estilo que deixou a sensação que estariam um pouco deslocados deste Festival.

Depois vieram os Piano Magic, no seu rock à lá Mercury Rev , mas sem o tom épico que confere a grandiosidade a estes, originando um concerto muito morno, por vezes a roçar o entediante. Ficou a sensação que estavam lá eles, como poderiam estarem outros, que o público reagiria da mesma maneira. Não quero dizer que a sua música não tenha qualidade, apenas a ansiedade para ver Patrick Watson e seus compinchas era imensa, e eels não nos fizeram esquecer isso.

Mal terminam os Piano Magic, eis que vem Patrick Watson que, conjuntamente com a sua banda, montou o cenário qual roadie, muito bem-disposto, sempre divertido, dando enormes gargalhadas aos gritos vindo do fundo da sala que chamavam pelo seu nome.



Apagaram-se as luzes, e fez-se magia: com um começo calmo, arrancando com o instrumental “Fireweed” passando logo para Tracy´s Waters, de seguida, veio a belíssima homenagem à cidade de “ Beijing” e “ Wooden Arms”(*), sendo que ,a partir daí, o canadiano começou a revisitar o álbum anterior, “Close to Paradise”, que lhe deu a tão merecida fama, dando mostras da sua genialidade.

É difícil distinguir momentos altos, desde “ The Storm”, agora numa versão muito country, passando por “ Big Bird in a small cage” , ou a maravilhosa “ Man like you”, ou “ Luscious Life”(*) acabando a primeira parte com uma das mais belas canções que eles criaram “ Where the wild things are”, não esquecendo “ The Great Escape”, cantada completamente às escuras, com um momento deveras curioso, no meio da canção ouve-se um telefone a tocar, ele grita "Telephoooone" , volta à canção, acrescentando ainda um comentário jocoso pelo meio dos versos cantados, sempre sem perder a melodia e o ritmo, dando provas da sua versatilidade.



Patrick Watson agiu sempre como um miúdo irrequieto, que tanto cortava a fita-cola com os dentes para colar as teclas do piano, como puxava as calças para cima ou tirava a boina antes de cada canção, sempre saltitando de um lado para o outro, mas que quando a música começava, ele parecia ganhar outra dimensão, uma aura enorme de genialidade .

Depois de recolhidos, pela primeira vez, aos camarins eis que veio Patrick Watson com uma “mochila” transportando 4 megafones luminosos, saltando para o meio da sala, juntamente com a sua banda, interpretando “ Hearts in the Park”(*), e depois, sem microfone e em cima das cadeiras, “Man under the sea” que, posteriormente, viria a terminar já no palco.


Mas o público queria mais, os artistas não se fizeram rogados, terminando a noite mágica com uma música nova, acabando o espectáculo com o público de pé aclamando-os , agradecendo um concerto inesquecível que nos ofereceram.

(*) - há video, depois publico.

Do concerto ( antes )

O tempo estava húmido, prometia chuva e frio, despedi-me apressadamente dos meus colegas de trabalho, comecei acelerar o passo, a ansiedade era muita, os nervos alguns, os minutos passavam depressa e, no medo de perder alguma coisa, quase corria.
Desci os Clérigos de forma rápida, espreitando disfarçadamente para as iluminações de Natal, passei pela Baixa, nem reparando nas pessoas que se atravessavam no meu caminho, pelo local que se iria realizar o concerto, e quase em tempo recorde cheguei à Fnac.

Comprei o cd, reparo no baterista e na cerveja que bebe descontraidamente, e entrei para o auditório na busca do melhor lugar.

Um casal simpático, oferece-me uma cadeira, o telefone toca para combinar o local de encontro à noite, vejo uma pessoa amiga, e de repente, eis que aparece Patrick Watson.

Poderia confundir-se com um cliente normal, sorridente, numa atitude tanto descontraída como tímida. A sala estava quente, quase cheia, no lugar onde minutos antes esteve David Fonseca (que estava no piso de baixo a dar autógrafos) depois de apresentados, eis que eles ocupam os seus lugares .

O “showcase” funcionou como um grande aperitivo para o que se ia passar horas depois, Patrick Watson cantou, e encantou até quem o desconhecia, uma boa meia-hora, onde percorreu êxitos recentes e alguns mais antigos ( “ The Great Escape”(*) e “ The Storm” não faltaram), sendo o momento alto “ Hearts in the Park”(*) onde cantou sem microfone, mostrando os seus dotes vocais.

Terminado o “showcase”, eis que surge agora o gajo normal, simpático, acessível, que num momento estava a dar autógrafos e a tirar fotografias com os fãs, como de repente, brincava e fazia palhaçadas ao seu filho, encantando todos os presentes, como se fosse a pessoa mais normal do mundo. Mas não é: Patrick Watson é um verdadeiro génio.



(*) - há video. Quando puder, prometo, que publico.

4 de Dezembro de 2009

Logo à noite





E sim, irei tentar espreitá-lo aqui. E sim, quero comprar isto. E sim, depois conto-vos tudo
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